Quem sou eu

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sou os livros que quero ler, as músicas que quero aprender,O tudo bem, tudo certo, tudo tranqüilo, ta bom pra mim que faz chatear quem mais amo.A confiança descarada.Choro demais. Sou ridícula. Sou as recordações de quando eu não sabia de nada. Sou a consciência de que o mundo é grande e somos muito pequenos. Que ainda tenho todo esse mundo para aprender e querer. Sou as noites mal dormidas. Sou a pizza da padaria com sonho de chocolate.A inquieta mais acalmada. Sou a lembrança do primeiro abraço do ano.Sou o "danger" tão falado e o "free" tão singelo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

-  Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida.
"Aprendi a selecionar meus diamantes, pedaços de vidro não me enganam mais"

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Quando a gente precisa que alguém fique, a gente constrói qualquer coisa, até um castelo."

(:


Eu não tinha muito a oferecer, eu sei... mas o que eu tinha era seu.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O amor que nasce do limite

Amar é como emprestar sentido. É o mesmo que socorrer o outro de suas necessidades mais profundas. Quando bem interpretada, e experiência do limite nos impulsiona para a experiência. E cuidar é o mesmo que amar.

Do limite que nasce o amor. Diante das fraquezas que nos envolve, o amor nasce como solução. É o principio da compaixão, que consiste em sentir junto. Corações empenhados em uma mesma causa. A dor que não é nossa nos atinge e nos envolve. Não somos indiferentes.

Por isso, não podemos dissociar o amor do sofrimento. Quanto mais amamos, muito mais sofremos. (isso não emplica em apanhar, ok?). É natural, inevitável. É o princípio da alteridade. O outro que sofre nos provoca. Algo que é dele nos atinge. E diante do seu sofrimento reagimos.

Esse movimento do amor só pode ser compreendido a partir da convicção de que novas condições serão sempre fruto de lutas e esforços. Sabemos, por experiência, que tudo que se configura na vida como luta é naturalmente sofrido. A expressão lutar é carregada de sentido, pois evoca um contexto de esforços e movimentos. Ninguém luta sem dor. Sempre que precisamos estabelecer lutas é natural que os sofrimentos aconteçam.

É justamente diante do sofrimento dos que amamos que descobrimos o amor como desdobramentos da dor, e esta como desdobramento do amor. Quem quiser amar terá de saber que não há amor sem sofrimento. E nisso há uma sabedoria interessante. Ao experimentar o amor como sofrimento, não estamos estabelecendo o dolorismo do amor. Não se trata disso. O que queremos salientar é que um amor é uma força capaz de nos levar a sacrifícios concretos. O amor nos faz chegar a lugares antes imaginários.

O amor nos salva de nossas carências, de nossas necessidades. É uma forma de suprir nossas limitações de uma maneira honesta e responsável. Não se trata de uma projeção. Não se trata de jogar sobre os outros a responsabilidade de nos suprir de todas as nossas lacunas. Não, o amor não é isso. Mas se trata de emprestar a asa que nos é ausente.

sábado, 2 de abril de 2011

Um sofrimento um tanto que diferente.

Todo mundo está se perguntando o motivo de eu estar sofrendo, porque alegam que eu não preciso sofrer assim. E realmente não preciso, mas é um sofrimento necessário.

Sofrimento é destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido. Você provavelmente deve estar pensando que eu usei drogas ou algo do tipo pra estar falando em que algum momento da vida o sofrimento pode ser bom.

A vida me apresentou um motivo pelo qual sofrer, ousei olhá-lo de uma forma diferente. Mas ninguém me prometeu que seria fácil. Continuo porque confio. Continuo porque deixei-me afetar por um jeito novo por isso tudo que já parece tão velho. Sofrimentos não precisam ser estados definitivos. Eles podem ser apenas pontes, locais de travessia. Daqui a pouco já estarei vendo do outro lado; modificado e amadrurecido. Enfim, continuo porque já o amo mesmo que ninguém entenda.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Quase.

O texto a seguir não é de minha autoria, quando li gostei muito e resolvi postar aqui por razões que desconheço um pouco.

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." Luiz Fernando Veríssimo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Esse aqui vai para uma amiga em especial.

Você estava apaixonado por alguém e levou um fora. Acontece mais do que acidente de avião, desastre com romeiros e incêndio na floresta. Corações partidos é o grande drama nacional. O que fazer? Ainda não lançaram um manual de auto-ajuda que consiga eliminar nossa fossa, e dos amigos só podemos esperar uma frase, repetida à exaustão: tire esse cara da cabeça. Parece fácil. Mas alguém aí me diga: como é que se tira alguém de um lugar tão cheio de mistérios?

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já!

Parece que funcionou. Você sai na rua para testar. Sim, você conseguiu: olhou vitrines, comeu um sorvete e folheou duas revistas sem derramar uma única lágrima. Até que começa a tocar uma música no rádio e desanda a maionese. Você não tirou coisa alguma da cabeça, ele ainda está lá, cantando baixinho pra você.

Táticas. Não ficar em casa relendo cartas e revendo fotos. Descole uma festa e produza-se para matar. Você bem que tenta, mas nada sai como o planejado. Os casais que se beijam ao seu lado são como socos no estômago. Você se sente uma retardada na pista de dança. Um carinha puxa papo com você e tudo o que ele diz é comparado com o que o seu ex diria, com o que o seu ex faria. Chamem o EccoSalva.

Livros. Um ótimo hábito, mas em vez de abstrair, você acha que tudo o que o escritor escreve é para você em particular, tudo tem semelhança com o que você está vivendo, mesmo que você esteja lendo sobre a erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia.

Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.

Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Questão de sorte e escolhas.

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.

Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.

Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ninguém entende porque sou assim.. tão nervosa.

Mas o que acontece é que sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.
Sempre acreditei que o que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da minha vida. Não acham?

Medo de amar?

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

Por que as pessoas entram na sua vida?

Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Monogamia: por opção II

Tenho estado a pensar que o título deste post é uma realidade restrita. São só alguns os privilegiados que não se acomodam na vida com o que a sociedade cultural tem para lhes dar diariamente e correm atrás daquilo que não se ensina nos bancos da escola ou da faculdade, no sofá em frente da caixinha mágica ou inerte em frente ao grande pano: a estruturação consciente e activa de uma vida social e afectiva.
As pessoas casam-se, juntam-se ou prometem exclusividade porque naquele momento é o que lhes apetece e parece bem e não menos vezes também por pensarem que é o que é esperado deles. "Afinal já namoramos há tanto tempo, já os dois trabalhamos, tenho mesmo que a pedir em casamento..." E enquanto houver paixão tudo vai corre muito bem...

Embora os namoros até possam ser pequenos contos de fadas, os casamentos não o são de certeza. Quem não espera ter que lidar com dificuldades e sentimentos estranhos; quem espera nunca vir a sentir que se pode estar a apaixonar por outra pessoa e ter que lidar com isso com maturidade e sem pânico; ou quem gosta imenso da sua cara metade mas espera mudar algumas coisas dela depois de casar, desiluda-se! A Disney é só dentro da caixinha mágica e o "viveram felizes para sempre" até podem ser escritos, mas com esforço, dedicação e alguma dor de parte a parte. Não sou uma pessimista. Eu acredito que no casamento, quando levado a sério por ambos, são muitas mais as alegrias que as tristezas e as dificuldades. Só penso que é irrealista pensarmos que todos os momentos serão bons e que não existirão momentos piores e depois, desistirmos do nosso compromisso assim que essas dificuldades se põem no nosso caminho, como hoje em dia parece ser a resposta imediata...

Hoje conversava com uma amiga minha que se queixa que não consegue manter um relacionamento. Sempre que começa a namorar com alguém, passado umas semanas já era. Às vezes gostava de entender melhor o que leva as pessoas a gastarem tanta energia em ser quem não são.
Não tenho paciência, nem feitio,  para ficar a imaginar o que é que a outra pessoa espera que eu faça ou gostaria que eu fizesse. Se eu passar a vida a "mudar-me" para ir de encontro aquilo que eu imagino que o outro deseja, o que ganho? Cansaço e amor a uma pessoa "inventada" que não sou eu? :) Gratificante, sem dúvida...
E pensava para comigo que de facto, para nos comprometermos interiormente com alguém, precisamos sentir que somos amados e respeitados na nossa essência, no básico, no dia-a-dia sem maquilhagem, sem cerimónias.

Acredito mesmo que é mais fácil ser-se monogâmico por opção do que ser-se monogâmico por tradição. Porque quando o somos só por tradição e as dificuldades aparecem, não temos dentro de nós a resposta clara às nossas dificuldades!

Felicidade

 
Felicidade é um estado de espírito que não precisa de divulgação. Você sabe exatamente quando alguém está feliz: seus olhos denunciam, seu ar confiante invade a sala, sua paz interior transborda além de si mesmo. Não por acaso, quando vejo alguém alardear aos quatro cantos da sua própria felicidade, está claro que a pessoa está tentando convencer a si mesma disso, e não a qualquer outro. Lembro de um amigo que semanas antes havia passado por problemas, e volta e meia se pegava falando no caso: “To bem agora, to me sentindo tranqüilo, espírito leve, blá, blá, blá.” Quanto mais ele falava, mais me convencia do contrário. Como comentei antes, era muito mais um processo de convencimento pessoal do que qualquer outra coisa. E como as pessoas sentem necessidade de serem convencidas por si mesmas que estão felizes! E, nessa busca insólita, sofrem sem necessidade, amam exageradamente, materializam a felicidade em sonhos fúteis ou em alegrias efêmeras, e, assim, acordam um dia de manhã com um aperto no peito que não sabem de onde vem, embora a resposta esteja tão próxima quanto óbvia... de fato a felicidade não é um fim, mas um meio.

Ser feliz é ser leve. E não depende de propaganda.

Por isso não tentem me perguntar sobre felicidade. Ela está estampada no meu rosto para quem quiser ver, sempre que de fato existir. Aliás, no rosto de qualquer pessoa feliz.