Amar é como emprestar sentido. É o mesmo que socorrer o outro de suas necessidades mais profundas. Quando bem interpretada, e experiência do limite nos impulsiona para a experiência. E cuidar é o mesmo que amar.
Do limite que nasce o amor. Diante das fraquezas que nos envolve, o amor nasce como solução. É o principio da compaixão, que consiste em sentir junto. Corações empenhados em uma mesma causa. A dor que não é nossa nos atinge e nos envolve. Não somos indiferentes.
Por isso, não podemos dissociar o amor do sofrimento. Quanto mais amamos, muito mais sofremos. (isso não emplica em apanhar, ok?). É natural, inevitável. É o princípio da alteridade. O outro que sofre nos provoca. Algo que é dele nos atinge. E diante do seu sofrimento reagimos.
Esse movimento do amor só pode ser compreendido a partir da convicção de que novas condições serão sempre fruto de lutas e esforços. Sabemos, por experiência, que tudo que se configura na vida como luta é naturalmente sofrido. A expressão lutar é carregada de sentido, pois evoca um contexto de esforços e movimentos. Ninguém luta sem dor. Sempre que precisamos estabelecer lutas é natural que os sofrimentos aconteçam.
É justamente diante do sofrimento dos que amamos que descobrimos o amor como desdobramentos da dor, e esta como desdobramento do amor. Quem quiser amar terá de saber que não há amor sem sofrimento. E nisso há uma sabedoria interessante. Ao experimentar o amor como sofrimento, não estamos estabelecendo o dolorismo do amor. Não se trata disso. O que queremos salientar é que um amor é uma força capaz de nos levar a sacrifícios concretos. O amor nos faz chegar a lugares antes imaginários.
O amor nos salva de nossas carências, de nossas necessidades. É uma forma de suprir nossas limitações de uma maneira honesta e responsável. Não se trata de uma projeção. Não se trata de jogar sobre os outros a responsabilidade de nos suprir de todas as nossas lacunas. Não, o amor não é isso. Mas se trata de emprestar a asa que nos é ausente.
Quem sou eu
- B, c.
- sou os livros que quero ler, as músicas que quero aprender,O tudo bem, tudo certo, tudo tranqüilo, ta bom pra mim que faz chatear quem mais amo.A confiança descarada.Choro demais. Sou ridícula. Sou as recordações de quando eu não sabia de nada. Sou a consciência de que o mundo é grande e somos muito pequenos. Que ainda tenho todo esse mundo para aprender e querer. Sou as noites mal dormidas. Sou a pizza da padaria com sonho de chocolate.A inquieta mais acalmada. Sou a lembrança do primeiro abraço do ano.Sou o "danger" tão falado e o "free" tão singelo.
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