Quem sou eu

Minha foto
sou os livros que quero ler, as músicas que quero aprender,O tudo bem, tudo certo, tudo tranqüilo, ta bom pra mim que faz chatear quem mais amo.A confiança descarada.Choro demais. Sou ridícula. Sou as recordações de quando eu não sabia de nada. Sou a consciência de que o mundo é grande e somos muito pequenos. Que ainda tenho todo esse mundo para aprender e querer. Sou as noites mal dormidas. Sou a pizza da padaria com sonho de chocolate.A inquieta mais acalmada. Sou a lembrança do primeiro abraço do ano.Sou o "danger" tão falado e o "free" tão singelo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Monogamia: por opção II

Tenho estado a pensar que o título deste post é uma realidade restrita. São só alguns os privilegiados que não se acomodam na vida com o que a sociedade cultural tem para lhes dar diariamente e correm atrás daquilo que não se ensina nos bancos da escola ou da faculdade, no sofá em frente da caixinha mágica ou inerte em frente ao grande pano: a estruturação consciente e activa de uma vida social e afectiva.
As pessoas casam-se, juntam-se ou prometem exclusividade porque naquele momento é o que lhes apetece e parece bem e não menos vezes também por pensarem que é o que é esperado deles. "Afinal já namoramos há tanto tempo, já os dois trabalhamos, tenho mesmo que a pedir em casamento..." E enquanto houver paixão tudo vai corre muito bem...

Embora os namoros até possam ser pequenos contos de fadas, os casamentos não o são de certeza. Quem não espera ter que lidar com dificuldades e sentimentos estranhos; quem espera nunca vir a sentir que se pode estar a apaixonar por outra pessoa e ter que lidar com isso com maturidade e sem pânico; ou quem gosta imenso da sua cara metade mas espera mudar algumas coisas dela depois de casar, desiluda-se! A Disney é só dentro da caixinha mágica e o "viveram felizes para sempre" até podem ser escritos, mas com esforço, dedicação e alguma dor de parte a parte. Não sou uma pessimista. Eu acredito que no casamento, quando levado a sério por ambos, são muitas mais as alegrias que as tristezas e as dificuldades. Só penso que é irrealista pensarmos que todos os momentos serão bons e que não existirão momentos piores e depois, desistirmos do nosso compromisso assim que essas dificuldades se põem no nosso caminho, como hoje em dia parece ser a resposta imediata...

Hoje conversava com uma amiga minha que se queixa que não consegue manter um relacionamento. Sempre que começa a namorar com alguém, passado umas semanas já era. Às vezes gostava de entender melhor o que leva as pessoas a gastarem tanta energia em ser quem não são.
Não tenho paciência, nem feitio,  para ficar a imaginar o que é que a outra pessoa espera que eu faça ou gostaria que eu fizesse. Se eu passar a vida a "mudar-me" para ir de encontro aquilo que eu imagino que o outro deseja, o que ganho? Cansaço e amor a uma pessoa "inventada" que não sou eu? :) Gratificante, sem dúvida...
E pensava para comigo que de facto, para nos comprometermos interiormente com alguém, precisamos sentir que somos amados e respeitados na nossa essência, no básico, no dia-a-dia sem maquilhagem, sem cerimónias.

Acredito mesmo que é mais fácil ser-se monogâmico por opção do que ser-se monogâmico por tradição. Porque quando o somos só por tradição e as dificuldades aparecem, não temos dentro de nós a resposta clara às nossas dificuldades!

Nenhum comentário:

Postar um comentário